03/01/2018

Autoestima

Esta sessão com a Luísa foi o início de um processo. Estas fotografias captaram a energia dos 30 anos que se avizinhavam. Um processo de aceitar quem sou neste momento e, se não for perfeita (ninguém é), mesmo assim seguir em frente. Que o que é a minha verdade hoje, poderá não ser amanhã, e isso também não tem mal.
Demorei demasiados anos a reconhecer a minha beleza, a acreditar que o meu trabalho é suficiente! E que eu mereço aquilo que vou alcançando.

29/12/2017

O choro da criança

Hoje estava no metro, uma criança chorava, não estava a ser ouvida. E eu fui incapaz de fazer ou dizer qualquer coisa.

O pequeno de 2/3 anos chorava pela chucha que por algum motivo a mãe não queria dar. Entre nãos e gritos. Ainda levou umas palmadas dadas por ele na cara (ao estilo mão morta mas com toda a força)...

A criança já não chorava, ela berrava... A mãe ficava cada vez mais nervosa com os olhares.

Antes, eu achava que uma palmada na altura certa ensinava muita coisa. Hoje acho que dar palmadas é uma escapatória fácil para quem não quer, não pode ou não consegue dar atenção e tempo, que a criança necessita, para resolver determinado problema ou situação. Já não acredito no poder da palmada mas acredito no poder da palavra, da atenção completamente focada...

Mais do que toda esta situação é a situação de quem está de fora que quase como um pacto trocam olhares mas não se impõem ou sugerem fazer diferente. Um quase "entre filho e mãe não se meta ninguém..."

Ninguém ficaria indiferente se aquela senhora fizesse isso a um idoso ou adulto... Porque será que permitimos isso com alguém indefeso e talvez pouco capaz de dizer: tenho sono, estou cansado, tenho fome, quero a atenção que estás a dar ao teu telemóvel...

É difícil sair do metro e sentir aquele choro desesperado a ecoar em paredes humanas inertes.

Como reagir nestas situações? Como calar a vontade que há em mim de resolver estas situações? Como lutar contra este pensamento que me persegue durante as horas seguintes:
Eu deveria ter feito alguma coisa...

28/12/2017

Tempo para aMar

” (…) Andorinha que vais alta,
Porque não me vens trazer
Qualquer coisa que me falta
E que te não sei dizer?”

F.P.

Contarei todos os segundos que não são nossos, quando os nossos corações não se encontram como se um longo inverno nos separasse. Escreverei à máquina o quanto te sinto a falta, para que o seu barulho se encontre com o chilrear das andorinhas, talvez assim te encontre entre o A e o R… e possa escrever a palavra amor.
Já não acredito em “viveram felizes para sempre”, nas cenas românticas dos filmes ou em vidas com grandes realizadores.
A nossa história é esta… promessa selada na árvore. tempo parado na torre.

26/12/2017

Essência

Qual é a minha essência?



24/12/2017

Questão

Fotografia Lieve Tobback
Posso construir uma casa na árvore e ver o mundo das nuvens?
Lucie Lu © , All Rights Reserved. BLOG DESIGN BY Sadaf F K.